sábado, 16 de abril de 2011

Ferido estou eu 
Com lama no rosto
Por terra caído.
Ludibria meus olhos indignamente.
Onde caí na devasta 
Ilusão de minha mente.

São poucas cachoeiras 
Que arrasam minhas planícies 
Flores lindas e belas que plantaste,
Porém mortas.
A vida não propaga aqui
Pois o Éden jogasse por aí.

De certo, não sereis teu
Jogado no livro do teu arbítrio
Calou uma das minhas bocas.
Mas serás meu, no Éden
Teu? Ou meu? Dele? Mim deu

De flor só tem o veneno 
O doce veneno
Que ludibria enquanto mata
Que cura enquanto cheiro
Que disfarça enquanto arde 
Quando queima por derradeiro.

E na ilusão que caí outra vez
Percebi que teus olhos eram espelhos.
Onde os espinhos de tuas mãos 
Dissiparam meu coração.

Não olha mais para mim.
Seria uma névoa este olhar?
Cairia sobre ti 
Num espaço a mostrar 
Pois se e na morte se 
Deixaria de lutar.
Diante de teus olhos negros 
E de tua pele pálida 
Sonho sem perceber.
Querendo chegar a tua boca 
Querendo te conhecer.

De maneira doida te desejo
Quero viver uma história 
Uma linda história 
De pura intensidade e cortejo.

Respiro, suspiro, transpiro
Sua beleza nítida, incontrolada 
Vivo a sonhar
Loucuras de amor ao te tocar.