Ferido estou eu
Com lama no rosto
Por terra caído.
Ludibria meus olhos indignamente.
Onde caí na devasta
Ilusão de minha mente.
São poucas cachoeiras
Que arrasam minhas planícies
Flores lindas e belas que plantaste,
Porém mortas.
A vida não propaga aqui
Pois o Éden jogasse por aí.
De certo, não sereis teu
Jogado no livro do teu arbítrio
Calou uma das minhas bocas.
Mas serás meu, no Éden
Teu? Ou meu? Dele? Mim deu
De flor só tem o veneno
O doce veneno
Que ludibria enquanto mata
Que cura enquanto cheiro
Que disfarça enquanto arde
Quando queima por derradeiro.
E na ilusão que caí outra vez
Percebi que teus olhos eram espelhos.
Onde os espinhos de tuas mãos
Dissiparam meu coração.
Não olha mais para mim.
Seria uma névoa este olhar?
Cairia sobre ti
Num espaço a mostrar
Pois se e na morte se
Deixaria de lutar.