quinta-feira, 19 de abril de 2012

Queria que lembrasse de mim.

Vomitarei teu sangue naquele alto 
E lá julgarei tuas palavras profanas e mentirosas 
Vis e covardes, sujas e maldosas
Cuspirei na tua face e novamente vomitarei
Desta vez, em cima da rosa que colocarei de lembrança 
Na minha cabeceira 
Para que desta vez meu amor se destrua na fraqueza.



Volta para tua toca e me esquece, verdade ludibriosa.
A morte está longe de ti 
E eu quero que esteja, para que você possa despertar à tempo 
E vê que o sol é bonito 
A lua é clara, mas a noite é sombria e enganosa.



Tão sofrido estou eu com seus vergonhosos ditares 
Que subiria com você e quando chegasse ao Éden 
Te largaria, para que sentisse a dor de cair aqui novamente.
Te beijaria e tentaria te acordar
Mas já era tarde e você caiu, como eu, na sombria ilusão da mente.
    



segunda-feira, 16 de abril de 2012

O tudo dentro do nada .

Chorei quando você foi embora
Era pra chorar?
Sim, era!
Pois foi uma vida de amor que deixamos acabar
Um carinho entre nós que morreu sem se desesperar 
Sim, era pra chorar.

Você foi para mim o que um canto é para um pássaro.
O que a uva é para o vinho.
Tudo, você era tudo.
O tudo dentro do nada.
Mas você não foi sincero o bastante naquela brisa quando dizia:
"Que Deus dê a eternidade que nosso amor precisa".

E foi embora...
E que moram as falsas esperanças que ludibriam meus olhos 
Que os espinhos de tuas palavras não me furem mais.
Tira de perto de mim.
Vou beber teu choro, mais tarde, em paz.

Sei que aí você estar!

Perdi para o acaso. 
Mais uma vez, perdi.
Não chorei, não desta vez,
Porque cresci e crescendo estou, 
Mas quase te amei.

Nunca entendo a cabeça alheia 
E nunca ninguém vai entender.
A minha muito menos.
Eu não penso, não muito
Faço acontecer.

E acontecendo vou vivendo.
Vivo pra ti, 
Vocês que está aí,
Em algum lugar você estar.
Me esperando, eu sei.
E calado vou caminhando
Até, se Deus quiser, te encontrar.