Aqui nesta rua esquisita, sombria e úmida, declaro o meu amor por ti. Um amor triste, sonhado, certo de certezas. Que se tornou impuro com o passar do tempo, com o passar da lua. Uma lua que não há mais brilho, que não há mais beleza lúcida situada em seu interior. Um amor que poderia ser vivido da forma mais apaixonante que existe, um amor que poderia chorar sem sentir a mínima dor, uma dor de circunstâncias estáveis, porém não precisas. Um amor que não fizesse chorar a quem realmente te ama, quem realmente sonha contigo. Fico aqui sentado olhando para a lua esperando alguém, para vim me salvar, vim me tirar dessa solidão, dessa escuridão, desse destino angustiante, fora dos meus sonhos. E nessa nostalgia, vejo um clarão no fim dessa rua, no fim desse amor platônico sem o mínimo de coerência submetida a nós, dois ser de naturezas iguais que caminha sem perceber para um único lugar: um prostíbulo incessante. Onde se encontram meus amores passados, que foram esquecidos pela minha vasta memória, porem não apagados. Será que é essa a luz do fim desse lugar? Uma iluminaria nas mãos de um homem. Ou é apenas o destino tentando ser irônico más uma vez?
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